Entenda o papel das fibras alimentares na alimentação equilibrada

Afinal, o que são as fibras alimentares? 

 Fibras alimentares são definidas sob o ponto de vista nutricional como “a parte não digerível do alimento vegetal, a qual resiste à digestão e à absorção intestinal, com fermentação completa ou parcial no intestino grosso”. Dessa forma, as fibras alimentares não sofrem qualquer tipo de modificação durante o processo digestivo, apesar de proporcionarem uma série de efeitos fisiológicos benéficos à saúde.

Baseadas em sua solubilidade, as fibras provenientes da alimentação podem ser classificadas como:

Fibras solúveis As fibras solúveis tem alta capacidade de retenção de água, formando uma espécie de gel no trato digestório.

 Dentre as fibras solúveis temos entre outras as  pectinas, que são fibras estruturais encontradas em frutas e legumes.

Fibras insolúveis  São parte estrutural das células dos vegetais, sendo  encontradas, portanto, em todos os tipos de substância vegetal, sobretudo nas camadas externas de cereais e verduras. As fibras insolúveis são encontradas em hortaliças, nos feijões, lentilha, ervilhas e em cereais integrais (cevada, farinha e farelo de trigo, arroz, centeio) e contribuem para o aumento do volume fecal.

 Quais as ações das fibras no organismo?

São descritos diversos benefícios atribuídos ao consumo adequado de fibras alimentares, verificados através de estudos clínicos e epidemiológicos, conforme listado a seguir:

 - As fibras são substrato para fermentação no trato gastrointestinal, estimulando o crescimento de bactérias benéficas no cólon;

- Auxiliam na prevenção da constipação intestinal, uma vez que as fibras atuam aumentando o volume fecal pela captação de água e fermentação parcial das mesmas, regulando o trânsito intestinal;

- Provocam efeitos físicos no intestino delgado (há a produção de géis solúveis que possivelmente alteram a absorção de colesterol e produzem efeitos secundários sobre a excreção da insulina e hormônios intestinais);

- Estimulam a saciedade, pois refeições ricas em fibras são processadas mais lentamente, retardando o esvaziamento gástrico, aumento mais lento da glicemia pós prandial e da resposta insulínica. Além disso, as fibras, em geral, fornecem um grande volume à refeição apresentando baixa densidade calórica.

Quais as recomendações de consumo?

São recomendados para indivíduos adultos o consumo de 25 a 35 gramas de fibras alimentares (sendo cerca de 70 a 75% de fibras insolúveis e 25 a 30% de fibras solúveis) diariamente. No entanto, com a adoção de hábitos alimenatres pouco saudáveis, em muitos países a quantidade mínima de consumo de fibras alimentares está muito aquém do recomendado.

Orientações para o consumo de fibras alimentares:

A seguir estão algumas orientações para aumentar o consumo de fibras pela alimentação:

• Na hora de escolher o arroz, pães e massas, prefira as versões integrais em substituição aos refinados, já que boa parte das fibras (e alguns nutrientes) são perdidos com o refinamento dos cereais.

• Consumir diariamente nas principais refeições verduras e legumes, sempre que possível com as cascas e talos, que aumentarão o aporte de fibras.

• As frutas também devem fazer parte da alimentação diária. Dê preferência ao consumo de frutas inteiras, com a casca e o bagaço. Caso consuma a fruta na forma de sucos naturais, evitar coá-lo.
• Evite cozinhar demasiadamente os alimentos. Prefira consumíl-los levemente cozidos a vapor ou crus.
Lembre-se que, se você deseja ter uma alimentação equilibrada, com o aporte adequado de fibras alimentares e obter todos os efeitos benéficos que as fibras podem proporcionar ao organismo, converse com um nutricionista para elaborar um plano alimentar planejado aos seus hábitos e necessidades.

 

Dra. Clarissa T. H. Fujiwara�
Nutricionista
CRN-3/32.854

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2ª CAMINHADA CLÍNICA SYNESIS – PENSANDO EM QUALIDADE DE VIDA!

A  2ª Caminhada da Primavera aconteceu  dia 9 de outubro, foi emocionante!

O dia amanheceu sem Sol … Mas, isto não impediu os  pacientes de irem a caminhada!

Cento e oitenta pessoas adquiriram suas camisetas, diferentes idades participando, flores, frutas  foram  distribuídas.

Conseguimos mais doações de alimentos para a Casa de Repouso Ondina!

Momento de confraternização da Equipe Synesis com seus pacientes !

Alongamos , fizemos algumas brincadeiras e iniciamos a Caminhada. Alguns corriam, outros andavam rápido, outros caminhavam devagar – a liberdade de cada se exercitar no seu limite!

Distribuímos algumas lembranças: para as jovens mais idosas que estavam presentes, aos maratonistas de mais longevidade,  aos pacientes que frequentaram a Clínica com a nutricionista e endócrino e que mais perderam peso ,etc .

No final sorrisos- conseguimos com êxito o nosso intuíto:  dar um MOMENTO DE QUALIDADE DE VIDA PARA TODOS OS PRESENTES!  Atividades simples como andar, correr,  comer alimentos de qualidade, encontrar pessoas, brincar, sorrir …é qualidade de vida!

Abaixo seguem as fotos registrando os momentos especiais da Caminhada!

Equipe Synesis

Grupo de Estudo em Qualidade de Vida

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NAMS (North American Menopause Society) 2011

A Clínica Synesis participou do NAMS de 2011, com seu estudo sobre Vitamina D e trouxe  as recentes novidades do Meeting:

  • o exercício  e  dieta nutricional entram como umas primeiras opções para o tratamento das mulheres climatéricas, com:

- hiperlipedemia ( aumento do colesterol)

- prevenção de infarto,

- doenças cardiovasculares

- osteoporose

- controle dos sintomas da menopausa (além da TH, antidepressivos, etc).

- Prevenção da Alzeimer

  • Conferem como complemento de cálcio 1000 a 1200mg /dia.
  • Em relação a vitamina D: usar 50.000UL/ por semana,  se deficiência.
  •  Repetir exame e se suficiência fazer manutenção de 1000UL/dia.

Referem que 28% da população americana faz uso irregular de Vitamina D e de cálcio. Por isto devemos ter cautela no manuseio, seguir as orientações do médico, não usar mais e  nem menos do prescrito!

Em relação a atrofia vaginal podemos usar estrogenio, colpotrofine e gel lubrificante, a via preferencial de uso se mantém a vaginal. A testosterona pode ser considerada uma opção para o tratamento da atrofia vaginal

A testoterona é considerada também uma opção de tratamento para melhora  da libido. Usa- se por 6 meses  e a dose varia de acordo com a via usada ( oral, gel, transdérmica).

*Lembrar sempre que a opção da via é sempre uma decisão conjunta

 – paciente e médico!

O uso da terapia hormonal se restringe às pacientes sintomáticas.

Sendo os ssrs.. uma opção de tratamento para as pacientes sintomáticas.  Estar atento aos efeitos colaterais como diminuição da libido e ganho de peso!

Em relação as doenças cardiovasculares:

 Ainda são as primeiras causas de morte nas mulheres americanas, mas de 500.000/ano! Dislipidemia é um dos fatores mais importante de risco. A estatina  é opção de tratamento para homens e mulheres.

Entretanto observa-se atualmente que na mulher a maior referência (predictor)para avaliar o risco de  doenças coronarianas é a análise do HDL e do triglicérides e não o LDL!!

Herbert Benson de Harvard, referiu no Simpósio sobre “a Conecção Mente – Corpo: Impacto na Saúde e Doença a importância da práctica de exercícios físicos regulares, meditação, YOGA, e cuidados com a nutrição.

*Novidades que a Clínica Synesis ( Clínica Multidisciplinar)  tem como umas de suas diretrizes!

Em suma o NAMS(North American Menopause Society) nos trouxe atualizações sobre as novas condutas a serem seguidas .

Clínica Synesis estará presente no próximo NAMS, QUE SERÁ EM OUTUBRO DE 2012 EM ORLANDO!

Por Márcia A.F.Pádua
Diretora da  Clínica  Synesis
Grupo Multidisciplinar de Estudos em Qualidade de Vida

 

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Novidade

 

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Tomar SOL ou tomar Vitamina D?

 Qual a sua opção?

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NAMS – NORTH   AMERICAN   MENOPAUSE   SOCIETY 

 

A Clínica Synesis participará em setembro do 22º Annual  Meeting  da Sociedade Americana de Menopausa,  em  Washington DC.  Levaremos para o evento  um Pôster onde  avaliamos  a Qualidade de Vida  de  Mulheres   no Climatério.

 A preocupação  do Corpo Clínico da Synesis  é estarmos sempre alinhados com o que existe  de mais atual  a nível de medicina e evidência, e com isto podermos trazer novos conceitos para os nossos pacientes na melhora da sua Saúde e Qualidade de Vida.

 Synesis Clinic –  Group  Multidisciplinary of Study Life Quality – pensando numa Vida  Melhor!

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            Qualidade de vida – OMS

 

Hoje em dia as pessoas falam muito sobre Qualidade de Vida. 

É fato comum ouvirmos no nosso dia a dia as pessoas referirem que querem mudar seu ritmo de vida, buscando melhorar sua Qualidade de Vida. 

Mas, enfim, o que vem a ser Qualidade de Vida??

A ausência de um instrumento que avaliasse qualidade de vida , com uma perspectiva international, fez com que a OMS constituisse um Grupo de Qualidade de Vida (Grupo WHOQOL= World Health Organization Quality of Life), que foi a busca da  definição do conceito:

“ A percepção do indivíduo de sua posição na vida no contexto da cultura e do sistema de valores nos quais ele vive e em relação  aos  seus objetivos, expectivas, padrões”

 A  OMS refere que a espiritualidade é um fator a ser considerado quando se avalia    Qualidade de Vida. Pessoas que “cultivam” uma espiritualidade, ao serem avaliadas demonstram ter mais Qualidade de Vida. Entretanto a OMS defronta com uma dificuldade – como mensurar a espiritualidade??    

 Cada sociedade tem suas próprias crenças, costumes, hábitos sociais e culturais, o que ajuda as pessoas a construirem um entendimento próprio para este conceito. Assim, cada indivíduo se auto avalia e conclui se tem Qualidade de Vida.

Pensando em Qualidade de Vida, a Clínica Synesis organizou o  WORKSHOP  “Qualidade de Vida e Climatério”.

Os temas abordados foram:
- Qualidade de Vida e Climatério (Dra. Márcia A. F. Pádua – Ginecologista, Corpo Clínico HC-FMUSP)
- Envelhecimento e Pele (Dra. Roberta Vasconcelos- dermatologista – FMUSP)
- Síndrome Metábolica (Dra. Ji Hoon Wong – Endocrinologista – FM UNIFESP)
- Exercício Físico: a importância de uma prática integrada (Marcus Ota – FEF- USP)

Houve uma grande integração médico-paciente durante as palestras, onde a Equipe pode esclarecer dúvidas  sobre o conceito de Qualidade de Vida e mostrar como cada um pode ter mais Saúde no seu dia a dia!

Por Márcia A.F. Pádua/ Ginecologista

 Grupo Clínica Synesis Qualidade de Vida

 

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 CLIMATÉRIO

O que é climatério?

      É o período do ciclo biológico da mulher situado entre o final da fase reprodutora e  o início da senilidade. Nele ocorre a menopausa, em que se tem a interrupção definitiva da menstruação(Organização Mundial da Saúde, 1981; NIH, 2005).

Quais são os sintomas (queixas) mais observadas:

      Os  sintomas mais observados são: ondas de calor, insônia, melancolia, fraqueza, cefaléia, nervosismo, artralgia, formigamento, palpitação, parestesia e vertigem (Revista Jama, Kuppermann; 1959). 

Quando usar terapia hormonal  nas mulheres no Climatério ?

      Hoje é consenso mundial que Terapia Hormonal (TH) deva ser aplicada quando necessário, isto é, quando as pacientes são sintomáticas (Revista Menopause, Manson; 2006) e deve ser evitada em pacientes que tenham antecedentes familiares de cancer de mama (mãe e irmã) e trombose. Nas pacientes com antecedentes  tromboembólicos e doenças do fígado (hepatopatias) a melhor opção de terapia hormonal é o transdérmico –adesivo aplicado na pele.          

Qual  medicação usar?

      Devemos sempre tratar individualmente cada paciente, observar sua queixa, sua história clínica. O  Comitê Executivo da Sociedade Internacional da Menopausa  recomenda que a paciente deve ser orientada dos riscos e benefícios da Terapia Hormonal e esta tomará a decisão de usar ou não o tratamento.  Devemos estar cientes que a medicação hormonal através da via transdérmica( exemplo: adesivo) é a melhor opção para pacientes com Doenças do fígado (Revista Climacteric; Pádua e cols; 2009) e com antecedentes de doenças  tromboembólicas ( Circulation; Canonico e cols; 2007).

Quais outras opções de tratamento além do hormônio?

          Podemos usar a cimicifuga racenosa (mais para os calores), a soja( isoflavona) e outros fitoterápicos. O fundamental para esta mulher nesta faixa etária é dar prioridade a manutenção de uma vida saudável (qualidade de vida), isto é, dar prioridade a uma alimentação rica em fibras, frutas, verduras e alimentos menos calóricos; praticar exercícios físicos regularmente (pelo menos caminhadas), visto que o metabolismo fica mais lento nessa fase da vida, o que torna mais fácil o ganho de peso. Além disso, precisamos praticar exercícios (preferência musculação, caminhadas ou corridas) para evitar a perda de massa óssea que se acentua após a menopausa. Não podemos esquecer que ao praticarmos exercícios liberamos endorfinas que melhoram o nosso humor!

O melhor tratamento é viver bem! Procurar ser feliz! Não parar  de sonhar e  de ter esperanças!

E não esquecer de cuidar de sua saúde.

Dúvidas  respondidas pela Dra. Márcia A. de F. Pádua (Ginecologista)

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Botox- além das rugas…

Não aguento mais suar tanto!

Que o Botox (um dos nomes comerciais da toxina botulínica tipo A) tem virado uma febre entre os seres humanos, famosos ou não, ninguém duvida. A cada dia ouvimos alguém dizendo que fez um tratamento que “esticou as rugas” ou vemos na TV algum famoso que exagerou na dose…
No entanto, além do uso cosmético, a toxina botulínica pode ser aplicada em vários outros problemas médicos, e cada dia vem ganhando mais espaço em várias especialidades.
Correção de assimetria da face, problemas musculares e neurológicos, estrabismo são algumas das suas utilizações. Na área da dermatologia, uma modalidade que está fazendo muito sucesso é para tratamento da HIPERIDROSE.
A hiperidrose, ou sudorese excessiva, é um problema muito frequente na população. É comum vermos pessoas com a mão constantemente molhada ou aquela “pizza” de suor nas camisetas coloridas. Isso costuma causar muito constrangimento para o indivíduo, levando até a prejuízos no emprego e nas relações amorosas.
Existem vários tratamentos para a hiperidrose. O mais comum é o uso de desodorantes antiperspirantes. Apesar de prático, esse método muitas vezes é insuficiente. Nesses casos, uma opção interessante é o uso da toxina botilínica.

Como funciona?
O princípio de funcionamento é a paralisação da glândula secretora de suor na axila.
A toxina botulínica deve ser aplicada exclusivamente por ´médicos. Ela é injetada com uma agulha e seringa muito finas (como as de insulina) em vários pontos (25-50 por axila).

Dói?
Como a agulha é bem fina e a quantidade de produto, pequena, a dor costuma ser bem tolerável. Alguns profissionais aplicam uma pomada anestésica e gelo durante o procedimento, o que diminui ainda mais o desconforto.

Minha axila vai ficar esticada?
Não. A toxina na axila não tem o mesmo efeito da face e você não vai notar diferença no seu aspecto.

Quais são as complicações possíveis?
As complicações mais frequentes são dor no local durante o procedimento, pequenos hematomas e vermelhidão local.Todos eses efeitos são passageiros. A ocorrência de alergia é um evento raro.

Quem não pode fazer?
Não é recomendável em mulheres grávidas, pessoas com doenças auto-imunes e em uso de uma classe de antibióticos chamada aminoglicosídeos. Na dúvida, o melhor a fazer é consultar um dermatologista para saber a respeito do seu caso.

Quanto tempo dura o efeito?
Geralmente a sudorese diminui em torno de duas semanas. O efeito esperado dura em torno de 9 meses, podendo chegar a um ano.

Então, se você ou alguém que você conhece sofre com esse problema “embaraçoso” e se interessou pelo tratamento, consulte seu dermatologista!

 

Por: Dra Roberta/ CRM:120345

Médica Dermatologista- Clínica Synesis

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World Congress of Epidemiology, Edinburgh, Scotland, 2011

World Congress of Epidemiology, Edinburgh, 2011

A Clínica Synesis estará presente no Congresso Mundial de Epidemiologia na Escócia!

Pesquisa realizada na Synesis- onde reafirma a importância de mensurarmos de rotina a vitamina D nas pacientes.
Mostrando que pouco sol e muitas horas em ambiente fechado fazem com que as mulheres no dia de hoje, com uma rotina exaustiva de trabalho, acabem tendo deficiência em Vitamina D – breve mostraremos o Abstract!
Evaluation of the deficiency of Vitamin D in a population of women in Brazil – Pilot Study
Synesis Clinic – Group Multidisciplinary of Study Life Quality – pensando numa Vida Melhor!

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HPV : Que vírus é este?

O que é HPV?                                                                                                                                               

É a sigla em inglês para papiloma vírus humano. Os HPV são vírus da família Papilomaviridae

Incidência                                                                                                                                                                                                                      Em média 8 em cada 10 mulheres sexualmente ativas pegaram ou pegarão algum tipo de HPV. Há trabalhos que referem que após um ano de início relação sexual, uma em cada quatro adolescentes  já teve contato com o vírus do HPV

Quantos tipos de vírus existem?                                                                                                                                                                            Existem mais de  200 tipos de  HPV. Eles podem ser de alto risco e de baixo risco. Entretanto só os de alto risco pode predispor a lesões malignas. Os vírus de alto risco, com maior probabilidade de provocar lesões persistentes e estar associados a lesões pré-cancerosas são os tipos 16, 18, 31, 33, 45, 58 e outros. Já os HPV de tipo 6 e 11, encontrados na maioria das verrugas genitais (ou condilomas genitais) e papilomas laríngeos.

Qual é o risco de uma mulher infectada pelo HPV desenvolver câncer do colo do útero?                                                                                                                                                                                                                              Estima-se que cerca de 25% das mulheres estejam infectadas pelo vírus, somente uma pequena fração (entre 3% a 10%) das mulheres infectadas com um tipo de HPV com alto risco de câncer desenvolverá câncer do colo do útero.

Qual a forma de contato?                                                                                                                                                                                            O contato sexual é a maneira mais comum de contágio. O simples contato com a mucosa infectada pode contaminar.

Como fazer o diagnóstico do HPV?                                                                                                                                                                  Métodos para diagnosticar lesões características associadas ao HPV incluem :

  • inspeção visual(exame físico da paciente e caracterização da lesão)
  • colpocitologia (exame de Papanicolaou)
  • colposcopia, vulvoscopia, peniscopia
  • histologia (biópsia: é o exame que realmente confirma a lesão por HPV)
  • e exames laboratoriais para detecção do DNA do HPV (ex: captura híbrida).  A genotipagem é o único método que pode identificar individualmente cada tipo de vírus. Os demais exames detectam os subgrupos apenas.

Qual é a forma de tratamento?                                                                                                                                                                               Vai depender do número e da topografia das lesões, assim como da associação ou não com neoplasia intra-epitelial. Alguns dos procedimentos para o tratamento de infecção pelo HPV são:

  • laser (utilizado em alguns tipos de cirurgia para cortar ou destruir o tecido onde estão as lesões).
  • CAF (feito com um instrumento elétrico remove e cauteriza a lesão)
  • ATA (ácido tricloro acético) aplicado pelo médico diretamente nas lesões
  • conização (um pedaço de tecido em forma de cone é retirado com o auxílio do bisturi)

 Como prevenir a doença pelo vírus do HPV?                                                                                                                                                    O uso de preservativo (camisinha) diminui a possibilidade de transmissão na relação sexual (apesar de não evitá-la totalmente). Como é uma doença sexualmente transmissível é importante  que o parceiro também seja acompanhado

Hoje nós já temos a vacina para o vírus do HPV.

Ela já está no mercado há oito anos e mostrando bons resultados, pessoas já vacinadas há oito anos mantém-se imunizadas. Temos no mercado dois tipos de vacina: a quadrivalente ou multivalente e a bivalente.

A quadrivalente previne contra os tipos 16 e 18, presentes em 70% dos casos de câncer de colo do útero e contra os tipos 6 e 11, presentes em 90% dos casos de verrugas genitais, fabricada pelo laboratório MSD, nos Estados Unidos.

A outra é a bivalente, específica para os subtipos 16 e 18, fabricada na Bélgica, GSK.A

Quantas dose são necessárias para imunização?                                                                                                                                              A paciente deve tomar três doses da vacina para ficar imunizada – a segunda depois de dois meses da primeira e a terceira depois de seis meses da segunda.

Tempo de eficácia da vacina?                                                                                                                                                                                Ainda não se sabe ao certo, mas os laboratórios garantem que a imunidade vale por anos e que não há necessidade de dose de reforço.

Ela já está no mercado há oito anos e mostrando bons resultados, pessoas já vacinadas há oito anos mantém-se imunizadas

Quando tomar a vacina?                                                                                                                                                                                               A AN­VI­SA (Agên­cia Na­cio­nal de Vi­gi­lân­cia Sa­ni­tá­ria) em 28/08/2006 aprovou a vacina para mulheres com 9 a 26 anos de idade. Trabalhos científicos mostram que  quando mais cedo (após 9 anos)vacinar melhor a imunização.       Entretanto, mesmo vacinada, a mulher deve continuar a fazer visitas de rotina ao ginecologista !

Por Dra: Márcia A.F.Pádua/ CRM:73794                                                                                                                                             Médica Ginecologista                                                                                                                                                                                     Diretora Técnica da Clínica Synesis

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